quinta-feira, 24 de abril de 2008

SEDENTA

Inventiva, tímida e rosada
deixa-se invadir pelo rubro,
sem ter noção da fase seguinte
quando cede seu legado ao lençol.
Sábia mestra sabe ignorar o ilimitado.
Ao possuir, jamais se afoba
na resolução ingênua, dos testes freqüentes.
Nunca se deixa intimidar
ao se desvendar úmida e distorcida, frente ao espelho.
Sábia dama, generosa, que resolve
o revolver dos dedos em criativos movimentos
de ação infindável, no seu ato solo.
Aproveite! Meu demente submisso sedutor.
VEM VER ME VER.
VEM!

quarta-feira, 23 de abril de 2008

ANABELA

Ignoro qualquer distância
ocasionado pelo desencontro com o furacão,
Afinidade, é a transformação das ostras
E as pérolas, são apenas, óvulos das porcas.
Aos poucos... sem partir, nem ter idade,

desmotivado por palavras de ordem
Pelo carisma do enfermeiro charlatão

que decide fazer meu aborto
e aproveitar o momento para castrar adulteras.
Sem noção a vadia, com originasis
recortes no rosto
obtido durante a labuta na central.
Djanira, consegue transformar
num passe de mágica, donzelas tornam damas da noite.
Faturar o objetivo e para pagar as garotas e o aluguel.
As comadres pobres, continuam iradas
e protestam com seus parceiros
filhos mortos por melícia, em parceria com fantasmas.
Criatavas cobertas são colocadas, mpressas com notícas do dia.
Aos berros, PMs corruptos, continuam na greve
camuflados, para confundir federais
que conseguem barrar a denuncia
que mais um insano delegado dito honesto foi morto.

NINFAS














Já não creio em fábulas dos dragões
Nem mesmo sou carente como você.
Retomo meu tema e assumo o Ser,

capaz de descrer do credor.
Eu sei ser senhor,
capaz de ser crente
missionário das quimeras.
Na tormenta em direção errante
nao me perco, busco o controlar
e descontrolo na razão.
Busco saciar a sede
nos teus lábios, sábios, secos
e escondo a tensão do desejo

nas terras remotas .
Na revolta, da noite, traio minha verdade.
Aclamo, no meu pesadelo, que te amo

e faço da farsa, mistério.
Acordo na tormenta
e continuo a persistir no medo.



DERRADEIRO LAMPEJO

Desencontrado e frágil, desfaço-me
frente à insensata razão.
Desencanto o previsto...mas não desacato.
Desafio à aparição...mas não desafino.
Eu, solidário dos tolos, ermitão da solidão alheia.
Do meu tempo... não me perco.
Sonho fora da razão e me reajusto em minha fé.
Trôpego, me desfaço e denuncio o motivo
Faço do brilho, o breu ao meu revelar.

Atrevido, profiro que a morte será em vida,
opção covarde de um ser só excitado, de tanto decidir.
Faço do furacão, brisa evidenciando a brasa na minha opção.

Escolho você, tornado ser ávido, de nosso entrelace.
Mais uma vez tolo, de boca em boca,
sangro de desejo por não saber beijar.
Sigo o rumo do teu olhar, até o fim.
Tonto de tanto ansiar, encantado,
Descubro pelos dedos, alados querubins.

Abatido ao sobreviver sem ti
sem poder pronunciar teu nome
Sem jamais retornar a beijar teus lábios
Seria assinar minha agonia,
No rumo do solitário, sem ser solidário
Corro na busca de Zeus.

Torno-me poeira de estrada e de carona na ventania
Impregno teu corpo e me resumo unitário a ele.
Procuro tua boca e me reúno a tua gosma.
Misturo-me pleno em ti,
no suave mistério da tua partida,
na tola pureza do desejo de um ser.
Tendo, ele... o meu outro eu distante,
Cativo, em segredo, na clausula dos meus lábios!

BREVE DELÍRIO

Existe uma muralha imensurável
que separa o teu escárnio
da tua gentileza,
quando declamas os meus poemas.

...Eu do meu delírio, ouvindo-a,
sinto-me como estivesse
numa suntuosa nuvem
a tomar sorvete de pistache
com cobertura de cauda de cometa.

VIDA POR NINA

Ouvindo teus passos volto a desvendar
ao acaso as charadas .
Assim sendo, volto a me aceitar como sou!
Desunidos continuamos a ser um só,
mesmo sonhando,
Sigo sendo um ser, só e seu.
Sei o que bem quero!
Sei ser Amor-Perfeito, reflexo de espelho
Alegria... sei ser,
sei ser picolé a resfrescar tua pele.
Sei ser o som de acalanto do seu anjo protetor.
Sou teu Sorriso, a refrescar tuas fantasias.
Sou o teu despertar, sem vontade de te acordar.
Sou lagartixa a acarinhar tua ternura
sou a esperança ao assistir uma lágrima
a rolar em tua face.
Emoção é o que mais sei ser na hora da despedida
...Uma coisa eu sei que não sei ser!
Não sei ser Sol , que domina
Mas sou o calor da tua ternura.
Sei sentir o teu cheiro de lírio
gosto de roubar ao acaso o teu beijo com gosto de cambucá
e no sonolento momento da trajetória
que anuncia o teu despertar sem querer te acordar...
Torno-me Saudade.

terça-feira, 22 de abril de 2008

META CASTA

Fingirei não vincular a insegurança
Ao momento da tardança da tua chegada
vou disfarçar frente ao opositor,
farei com que ninguém note o meu não importar.
Deixo de ser gente crescida,
minha criatura criança,
e passo a admirar
absorto o teu encantado olhar.
Postergo segredos, faço da minha ilusão
um terço pranteado ao sussurro uma ladainha para ninar os mortos.
Continuo a buscar o praze
nos teus seios excitados.
Da tua boca sinto a ventana a chupar meus fluídos
e tua saliva a combinar com a minha .
Gozo... cheguei ao orgasmo sem sentir
Foi neste instante que orei por tua morte.
Absorto, observo e absorvo
a tua casta beleza envolta em limo,
quando adulterasvas o meu gen .